sábado, 29 de março de 2008

Quando as pessoas criam asas.

Quando as pessoas voam. E para longe. Mas não para outra dimensão – menos mal, partem para longe do nosso abraço. As pessoas não voam deliberadamente. Elas encontram propulsão em alguma força, conhecida ou não. Seja essa um motivo ou uma motivação. Elas tiram forças de onde sequer imaginavam que possuíam para realizar os projetos incrustados na sua mente, desatrofiam as asas em dois toques quando querem descobrir a própria paz, distantes de seu recanto original. Elas partem e nós ficamos onde estamos, sem saber se recebemos com dádiva a nova direção que tomaram suas vidas ou nos deixamos ficar paralisados, amedrontados e perplexos pela possibilidade do “sabe-se lá quando”. “Sabe-se lá quando” é muito longe! Sabe-se lá quando eu te verei de novo, sabe-se lá quando terei o calor do teu abraço novamente, tuas palavras de conforto ou as nossas risadas se fundindo. Pof! Um pedaço de mim foi embora dentro da sua mochila.
Resta apenas te desejar coragem nos momentos de força e sorte nos teus momentos de fraqueza, já que é muito tarde para dizer “não vá embora” e para você, é muito cedo que eu deseje “volte logo”.
Só nos resta viver.

quarta-feira, 5 de março de 2008

um dia atípico

Ah, quem dera se todos os dias fossem atípicos. E quem dera se todos os dias atípicos fossem como hoje. Um dia que nasceu como mais uma criança, no meio de bilhões semelhantes,mas que, por razões que a razão não racionaliza, se fez diferente, especial nas suas minúcias.
Quem dera se todos os dias tivessem o calor do abraço de um perdão, o perfume inovidável de uma antiga paixão e até o som tímido de um novo violão.
Redescobrir, rememorar, aprender.
Um dia atípico, deo gratias!