sexta-feira, 28 de setembro de 2007

tratado sobre o amor

O amor humano, terreno, possível, passível de ser vivido é baseado no querer.
O querer humano é guerra, é sangue, é egoísta, é possessivo, tão vil e no entanto, tão belo, pois leva qualquer indivíduo ao limiar de suas forças, sejam essas físicas ou psicológicas, seja o seu objetivo viável ou não.
Aquele que espera que o amor seja sublime como o agir dos anjos não ama. O altruísmo nada mais é que a esperança da recompensa. O altruísmo por amor? Altruísmo? Isto não é humano. Um ser humano não tem a obrigação de ter "sentimentações" tão elevadas, pois isso é da sua natureza, e a esta ele deve ser fiel, pois tudo o que faz é no compasso do perecimento da sua própria carne.
Aquele que abre mão do seu amado por "altruísmo" ou qualquer outra vã denominação, não ama, pois se amasse não abriria mão. Aquele que ama abate ou é abatido na guerra, não há escapatória. Amor é persistência, é crença cega, é fundamentalismo. O desapego presume derrota, o perecer de um objetivo concreto por rendição.
Aquele que ama quer pra si o que lhe parece belo em meio ao feio, mesmo ele mesmo torne o resto feio, com a feiúra das suas atitudes.
O ser humano é guiado por Marte, e mesmo Vênus cede a este os seus desígnios.
Quem quer amar como os anjos, ou ser amado por um, que vá para o céu.

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